Sobre o álbum
Memórias Póstumas, álbum de Jão, lançado em 2026, tem 14 faixas somando 420.938 pontos nas paradas da comunidade ChartFM, com presença em 252 paradas de usuários. Nesta semana, o álbum aparece no Global 100 de Álbuns na posição #10, com 3.540 pontos. Seu melhor resultado nesse ranking foi #4, e o álbum já permaneceu 10 semanas nele. Nesta semana, 2 de suas faixas aparecem no Global 100, com destaque para "Catedral" (#27) e "Aurora" (#28). A recepção da comunidade aponta nota 67 de 100, com base em 15 avaliações. Entre as pessoas que mais pontuaram músicas de Memórias Póstumas nas próprias paradas estão @ravn, @badxmau e @nyny.
Desempenho no ChartFM
A tabela de faixas mostra os pontos acumulados por cada música do álbum, quantas semanas ela passou no Global 100 e sua melhor posição no ranking coletivo.
Quem mais colocou nas paradas
Ordenado pelos pontos que cada pessoa deu às faixas deste álbum nas próprias paradas. Uma faixa em #1 vale mais do que a mesma faixa em #20.
Recepção da comunidade
Como as notas se distribuem
- Aclamação universal90–100 4
- Muito recomendado70–89 4
- Recepção mista50–69 4
- Geralmente desfavorável30–49 1
- Repúdio generalizado0–29 2
A nota é a média das avaliações da comunidade, numa escala de 0 a 100. A distribuição mostra em que faixa cada nota caiu, o que separa um disco em que todos concordam de um disco que divide.
O que escreveram
É para mim a obra mais madura, íntima e corajosa da carreira de Jão, foge do clichê adolescente em que ele se encontrava na primeira fase de sua carreira, aqui, ele é mais destemido e vulnerável em se abrir de forma sincera sobre perdas; É nítido a maturidade lírica, com uma boa evolução na produção, o álbum possui uma narrativa coesa, pois, busca conexão com o ouvinte do começo ao fim com a história contada; Faixas que merecem atenção "Catedral", "Por Você", "Eu sempre volto", e a melhor do álbum com 5minutos de duração, "Literatura;
Ao buscar inspiração direta no realismo machadiano e na ironia fina de Memórias Póstumas de Brás Cubas, Jão consegue entregar um conjunto de canções que constroem um manifesto sobre a finitude, o luto e a imperfeição humana. A importância deste disco reside na sua capacidade de romper com o escapismo tradicional do gênero pop, provando que a música comercial de grande alcance pode — e deve — carregar profundidade literária e densidade emocional. O conteúdo do álbum é de uma riqueza poética ímpar. Afastando-se das megaproduções eletrônicas e dos refrões puramente eufóricos de seus trabalhos anteriores, Jão opta por uma sonoridade orgânica, interiorizada e dolorosamente honesta. As letras, afiadas e melancólicas, equilibram a vulnerabilidade do luto com uma ironia sofisticada, transformando dores universais em poesia acessível a multidões. Mais do que um sucesso comercial instantâneo, Memórias Póstumas estabelece um novo patamar para a carreira de Jão e para o próprio pop nacional. É um disco que exige escuta atenta, que respeita a inteligência do ouvinte e que corajosamente celebra as nossas fragilidades mais profundas.
Um álbum sobre luto em forma de reconstrução. O projeto que você vê um amadurecimento real na composição, sem perder a essência do artista. Um trabalho bem pessoal e intimista e distante do foco comercial. Lindo e delicado em que só o Jão poderia fazer. Catedral - 10 O Amor - 9.5 Aurora - 10 Por Você - 10 Liuteratura - 10 Eu Sempre Volto - 10 Jabuticabeira - 8 João - 7.5 Tudo Me Lembra - 8.5 Coincidências - 8 O Arquiteto - 9 Curioso - 7.5 Passeios Noturnos - 9 Memorias Postumas - 7